Wednesday, October 10, 2007

Asteróide Silvério e Holofontina Fufucas

Asteróide Silvério vestia calças vermelhas e botas de cano amarelas. No tronco envergava um casaco preto de smoking e um laço. Sentia-se bonito mas estava ridículo.
Ainda bem que a bomba atómica ainda não tinha rebentado no seu quintal senão é que nunca mais havia laranjas no minimercado…Mas pronto! Nesse dia estava contente e isso é que importava. Abriu a porta de casa com o seu amaciador para o cabelo e entrou. Foi até à cozinha comer a sua barrinha de plasticina diária. Optou pela verde. No dia anterior tinha comido a azul e tivera muita azia e não conseguira manter a postura.
Depois de saciado e nutrido, Asteróide Silvério dirigiu-se à sala de estar. Holofontina Fufucas estava deitada no sofá vestida de palhaça. Asteróide Silvério estranhou. Era terça-feira e às terças Holofontina Fufucas vestia-se sempre de bombeira. Algo se passava…
- Então palhaça?
- Não sou uma palhaça. Hoje é terça-feira.
- Mas és uma palhaça.
- Sou uma bombeira.
- Palhaça!!!!
- Bombeira!!!
A campainha da porta tocou e o cão ladrou. Nenhum deles tinha um cão. Asteróide Silvério pensou que estava com febre da plasticina e Holofontina Fufucas achou que Asteróide Silvério ladrava mesmo mal.
Asteróide Silvério saltou ao pé-coxinho até á porta. Achava que dava sorte. Abriu a porta e viu um homem vestido de carteiro. Tinha os lábios pintados de vermelho carmim e uma sombra azul-bebé que lhe ficava a matar.
- Sou a Solange e hoje só levo 5 cêntimos se quiserem abusar de mim.
- Espere um momento.
Asteróide Silvério fechou a porta e foi até à sala onde estava Holofontina Fufucas.
- Oh palhaça! A Solange só leva 5 cêntimos hoje e acho que ela fez exercício físico. Tem a testa maior!
- Só se ela se vestir de carteiro.
Asteróide Silvério fez piruetas até à porta. Achava que fazia bem ao seu traumatismo ucraniano. Abriu a porta e viu um anão vestido de carteiro.
- A Solange?
- Mas qual Solange? Estou à espera…Querem ou não?
Asteróide Silvério dirigiu-se à sala novamente.
- Oh Palhaça! A Solange está mais pequena e acho que fez a depilação. Tem as orelhas macias!
- Só se ela se fantasiar de carteiro.
Asteróide Silvério dançou a lambada até à porta. Achava que um dia podia ser brasileiro. Abriu a porta e viu um Alien amarelo tremoço, não verde banal. Entregou um troféu a Asteróide Silvério.
- Parabéns! Você é um dançarino fantástico de rumba! Onde estão os seus filhos? Quero cortá-los aos bocados e moê-los com alho francês e coentros.
- Não tenho filhos mas se quiser suba ao primeiro andar e leve aqueles cães de loiça que estão no quarto das crianças.
- Asteróide Esquisitóide! – gritou o Alien com sotaque brasileiro.
Asteróide Silvério fechou a porta da rua e voltou á sala. Holofontina Fufucas estava deitada no sofá vestida de bombeira e era terça-feira. Asteróide Silvério suspirou de alívio. Tudo tinha voltado á normalidade.

FIM

3 comments:

Fabio said...

Ei... De onde você tirou esse "Asteroide Silvério"?

Tuntini said...

Inventei-o...porquê?

Fabio said...

Porque é meu sobrenome!!! XD

A proposito... a historia ficou legal ^^